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terça-feira, 18 de novembro de 2008

Marconi, o puro


O noivo da minha irmã acaba de retornar da terra do Bush Obama (chegando de surpresa, pra espanto de todos) e trouxe na bagagem, além de duas camisas de 3 dólares pra mim e um monte de muamba, um monte de história hilária. Segue uma delas:

Atenção: os nomes foram alterados para preservar a identidade dos envolvidos nos acontecimentos. Essa é uma história real, pode acreditar!

"Marconi era um sujeito casca grossa quando vivia no Brasil e que recentemente recebeu o abraço de Deus e se converteu a uma dessas inúmeras igrejas que surgem todos os dias (era algo como "Igreja do Evangelho Hexagonal"), largando de lado a vida bandida que o deixou com várias e profundas marcas. Além das gigantescas tatuagens nos braços e costas, ostentava com orgulho as inúmeras cicatrizes de facadas, coronhadas, torturas e tiros. A máfia já não lhe atraíra mais e resolveu então deixar tudo pra trás por uma proposta de trabalho tentadora dos states.

Desde fevereiro de 2008 na terra do Bush Obama, Marconi chamava a atenção por duas características muito peculiares: a facilidade e velocidade com que inseminava as inúmeras porcas da imponente fazenda de cerca de 1500 matrizes (não me pergunte mais nenhuma informação sobre isso, só sei que é muito), ofício que aprendeu ainda criança; e a grande pureza e ingenuidade. Apesar de levar a vida na base da delinquência, era facilmente enganado pelos companheiros de trabalho, também brasileiros (com quem dividia uma casa) que perceberam logo essa característica e viviam a importuná-lo.

Certa vez foram ao Subway (uma lanchonete que serve sanduíches à base de frios, famosa por lá) e havia uma promoção acontecendo: você retirava um papel quando comprava um sanduíche e lá viria o seu prêmio, entre eles uma viagem à Disney. Rodolfo, o mais sacana de todos, aproveitando que Marconi não sabia nada (mas nada mesmo!) de inglês, pegou o papel de Marconi e constatou que ele havia ganhado uma viagem para a Disney!

- Marconi, você ganhou uma viagem pra Disney! E ainda vai dormir na casa do Mickey e do Pateta, não é demais???

- Porraaaa!!! Eu ganhei! Eu ganhei! Vou conhecer o Mickey e o Pateta!!! Yahooooo!!!

- Olha aqui, vou ler pra você - Rodolfo mostra o papel pra Marconi e lê pra ele: "Sorria, você ganhou!"

Mas, eis o que estava de fato escrito no papel:

Sorry, try again!
[Lamento, tente outra vez!]

Ao descobrir toda a verdade, Marconi passou 3 dias sem falar uma palavra sequer com Rodolfo.

Certa vez a casa dos brasileiros, que se localizava dentro da gigantesca fazenda, estava imunda. A velha patroa não aguentava ver mais aquela imundice nas casa e deu um ultimato:

- Ou vocês limpam essa casa, ou ninguém trabalha enquanto ela não estiver limpa! Vocês tem até amanhã!

Deixar de trabalhar para esses brasileiros que ali estavam é o mesmo que deixar um moleque longe do seu Playstation 2 por uma semana, uma vez que se encontravam ali pra isso e juntar uma grana.

- Pessoal, quando chegarmos em casa, por volta das 11 da noite, a gente faz um mutirão pra limpar a casa! - disse Rodolfo. E todos concordaram.

Mas Marconi, solícito que era, resolveu, por conta própria, perder 4 horas de trabalho (nos states se recebe por hora trabalhada) e voltou pra casa mais cedo e resolveu iniciar a faxina. Ao chegar em casa por volta de 11 da noite, os outros moradores observaram que a casa estava brilhando e todos reconheceram o esforço de Marconi, parabenizando-o.

No outro dia, a velha patroa cumpre o que falou e resolve ir até a residência verde e amarela para verificar o estado da casa. Já imaginando o pior, ela já planejava o seu castigo diabólico. Mas, pra sua surpresa, a casa estava limpíssima! Mais limpa do que ela podia imaginar! Ficou tão feliz que desistiu do plano diabólico de patroa bruxa malvada que até deixou um bilhete em agradecimento:

Thanks to EVERYONE for clean the house!
[Obrigado a todos por limpar a casa]

Chegando em casa tarde da noite, como era de costume, o primeiro a perceber o bilhete foi Marconi. Ele pegou e começou a ler:

- Tanquis... pessoal, o que é tanquis?

- Obrigado - responde um morador.

- Hum... Ok... Porra! Vai tomar no cu!!! Que velha escrota!!!

- Que foi, Marconi?

- Eu vim pra casa ontem mais cedo, fiquei que nem um condenado limpando a casa toda e a puta da velha agradece a esse tal de Everoni??? Que velha mais mal agradecida! Vô lá agora mesmo quebra os rins dessa velha, ela vai ver comigo! Ela não sabe com quem tá brincando!!! Aliás, qual de vocês se chama Everoni? Porraaaaaaa!!!! Vai se fudeeeeeerrrr!!! Tomá no cuuuuuuu!!!

O pessoal se espanta com a reação de Marconi, pega o bilhete deixado pela patroa e, consternados, leem o bilhete:

- Thanks to everyone for clean de house. Marconi, isso aqui quer dizer "Obrigado a todos por limparem a casa". Ela não tá agradecendo a nenhum "Everoni"...

- kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk
kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk
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kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk

A risada foi geral e varou a madrugada. Desde então, Marconi passou a atender pela alcunha de Everoni."

Sr. Spock

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segunda-feira, 28 de julho de 2008

Das bebedeiras do meio de semana

Querido blog,

Apesar de estar um pouco atrasado, quarta-feira passada, dia 23/07, tive um dia muito legal!!! :D

Eu estava louco de vontade de ir no churrasco de formatura da universidade da minha cidade mas não tinha dinheiro para comprar o convite pois a minha mesada já tinha terminado na última vez que saí pra comer sanduíche com a minha namorada. Foi quando uma amiga que estava formando me ligou de última hora (lol) e disse que me daria um convite! Um não, dois! Fiquei muito feliz!!! :D

Chamei um amiguinho que também estava louco de vontade pra ir e fomos ao churrasco juntos! Bebi umas 15 latinhas de cerveja, comi carne, sorvete e fiquei tontinho!!! Também encontrei vários amiguinhos que a muito tempo não via! Estava morrendo de saudades de todos eles! Quando terminou, voltei pra minha casa morrendo de frio! E como tudo rodava pelo caminho afora! Cheguei em casa e corri direto pra cama e fui dormir. Isso devia ser umas 7 horas da noite. Acordei as 10 e meia morrendo de dor de cabeça (nossa, que ressaca!), comi e fui dormir de novo. Acordei no outro dia morrendo de dor de cabeça também e minha mãe queria que eu ajudasse na faxina de casa. Nunca mais bebo na minha vida!

Foi um dia muito feliz!!! :D

Dr. Spock

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domingo, 13 de abril de 2008

Contos de Carnaval - Parte 3

Depois de muito tempo, resolvi tomar vergonha na cara e terminar de escrever o Conto de Carnaval que comecei aqui a mais ou menos dois meses atrás. Descobri que tinha gente acompanhando de verdade. Sendo assim, mandei ver e escrevi a terceira e última parte desta emocionante saga da vida real. Para não ficar perdido, acompanhe e primeira parte aqui neste link e a segunda parte aqui neste link.

Vlasóvia fica impressionada com o quarto de Vandinho: - Uau, essa sua cama é imensa, lindo o seu quarto! Nem parece quarto de homem, ainda mais em república! E que banheiro é esse, meu Deus!

- Gatinha, to precisando demais de tomar um banho... Me acompanha?

- Claro... Mas antes...

Vlasóvia agarra Vandinho de repente e o joga na cama pulando em cima dele. Trocam beijos calorosos, deixando Vandinho meio atordoado, não acreditando na situação. Ele aproveita que a moça está bem à vontade e passeia com suas mãos pelo corpo curvilíneo e de formas generosas da moça. Apalpa os seios com vontade, aperta as coxas, enche a bunda de tapas e nada! Vandinho percebe que alguma coisa está errada: o seu pênis ainda está como gato em armazém, ou seja, só dormindo em cima do saco. Ele insiste em continuar com os amasso pra ver se o membro funciona, mas sem nenhum resultado.

- Meu amor, só um minutinho... Preciso ir ao banheiro. E assim que eu terminar, te chamo pra vir tomar aquele banho comigo, que tal? – diz Vandinho tentando fazer cara de sedutor.

- Claro, estou louca pra entra debaixo desse chuveiro com você!

Vandinho fecha a porta do banheiro furioso com a situação! – Como é que isso foi acontecer justo comigo? E ainda mais com uma gostosa dessas? Não posso acreditar!

Desesperado, ele começa a se bolinar pra ver se o menino acorda. Tenta, tenta, tenta e continua tentando... e nada! Ele resolve ligar o chuveiro, tirar a roupa e chamar Vlasóvia, como uma tentativa desesperada de fazer o bicho funcionar utilizando como estímulo o corpo nu da garota. Ele chega a cabeça da porta e chama Vlasóvia, que já se encontra completamente nua. A visão deixa Vandinho louco, mas o seu companheiro parece não se interessar.

***

Mary tranca a porta do quarto de Pavão. Mesmo sem nunca tê-lo visto, ela se interessa, já que está sedenta por sexo naquela noite. O whisky era o estímulo que lhe faltava pra tomar coragem. De pele morena clara e cabelos encaracolados na altura dos ombros, Mary faz o tipo Raimunda: o clássico feia de cara, mas boa de bunda. E diga-se de passagem, uma bunda de respeito.

Ela encontra Pavão roncando alto, mas nem se importa. Acha interessante a idéia de acordar um cara pra dar pra ele. Ela se senta na cama do rapaz e começa a fazer cafuné em sua cabeça, chamando-o de gostosão, tesão e outras palavras do mesmo gênero. Nada. Ela resolve então partir para a ação e começa a lhe beijar e coloca a mão dentro de sua calça, procurando por “algo”. Mas, pra sua decepção, o órgão do rapaz está tão adormecido quanto ele. Mas ela não desiste e inicia uma masturbação, mas ainda assim o negócio não levanta. Ela insistentemente chama pelo rapaz, que apenas resmunga e não diz nada com nada. Ela resolve ser mais radical e cai de boca no pau do sortudo rapaz. Chupa com vontade, mas, mais uma vez, pra sua decepção, nem sinal de vida!

- Seu viado! – Grita ela – Você precisa de mais o quê pra fazer esse pau subir? Já até fiz um boquete e nada! Será que o problema é comigo?

Os berros da garota despertam Pavão, que assustado, vê o seu órgão pra fora da calça, e ainda sonolento, fica assustado com a fúria de Mary.

- Quem é você? O que ta fazendo aqui?

- O seu amigo Vandinho disse que você estaria aqui me esperando, mas chego e te encontro dormindo! Pra te acordar, te encho de beijos, te bato uma punheta, chupo seu pinto e nada de você acordar? Desse jeito eu desisto! Seu broxa!

- Ei, ei, ei... Calma aí... Eu to aqui dormindo! Você queria que eu fizesse o que? Bebi a tarde toda e agora estou simplesmente morto de cansado e num sono mais pesado que um cavalo! E não adianta esbravejar! A culpa não é minha!

- Quer saber? É muito desaforo pra mim! Vou embora!

E Mary sai do quarto e bate a porta.

***

Debaixo do chuveiro, já pelados, Vandinho e Vlasóvia se beijam e se apalpam. Vlasóvia procura o instrumento de Vandinho, mas ele não responde de forma nenhuma. Ela masturba o rapaz e nada. Ele cai de boca e também nada...

Vandinho, sem saber o que fazer, tem uma idéia brilhante. Após cinco minutos de amassos debaixo do chuveiro, ele diz:

- Gatinha, não to me sentindo muito bem... Acho que aquele hot-dog que comi na rua não me caiu bem.

- Nossa... Tadinho... Se você prefere, eu te espero lá fora. Termina aí de tomar o seu banho e fazer o que tiver de fazer. Tô te esperando aqui fora...

A sorte de Vandinho parece não ter fim. Além de pegar uma gostosa, a moça ainda é compreensiva. Passado 15 minutos, Vandinho sai do banheiro fazendo uma cara de doente, mas encontra a garota adormecida na cama. Ele a acorda.

- Vandinho, eu preciso ir pra casa. Amanhã ainda é quinta-feira e preciso acordar cedo.

- Ok, gatinha, sem problemas. A gente marca de se encontrar outro dia, neh. Te levo pra casa.

Os dois se vestem e saem. Chegando a sala, encontram Mary com a cara não muito boa, que esbraveja: - Nossa, até que enfim, hein! Já não agüentava mais esperar vocês dois. Já estão de saída, neh?

- Sim, estamos... – Responde Vandinho - Mas deixa eu pegar aqui mais uma bebida que ainda preciso de mais.

Sem rodeios e nenhuma pergunta, os três entram no carro e partem rumo ao centro da cidade. Vandinho apenas se informa questiona Mary onde é a sua casa e parte direto pra lá.

- E aí gostosão, vamos pra minha casa? – Pergunta Vlasóvia.

- Mas é claro, moça! Já não estou me aguentando de tesão. Vamos pra lá agora! – responde um Vandinho já muito alterado por ainda estar bebendo. Tão alterado que a sua forma de dirigir começa a assustar Vlasóvia.

- Chegamos! – Diz aliviada a garota.

Vlasóvia pega as mãos de Vandinho e coloca em seu quadril, movimentando-as até a bunda, enquanto subem as escadas rumo à república de Vlasóvia. Vandinho, já muito louco, sobe as escadas cambaleando e fazendo elogios as formas privilegiadas de sua acompanhante.

- Vem Vandinho, tô louca de tesão! Vem logo me comer, vem? – E os dois adentram o apartamento fazendo muito barulho, mas nem sinal de preocupação quanto a acordar as outras moradoras da república.

Já no quarto de Vlasóvia, ambos tiram a roupa e caem na cama esfregando os seus corpos ardentemente. As mãos de ambos passeiam um pelo corpo do outro. A garota procura o membro de Vandinho, que ainda não responde. O álcool já tomou conta de Vandinho que sequer nota que o seu “amigo” ainda está em estado catatônico. A única coisa que ele consegue notar é uma pesada pontada na barriga, indicando que precisa procurar um banheiro urgentemente. Os movimentos peristálticos e os rancos estranhos que dela vem, começam a incomodar o rapaz.

- Onde é o banheiro? – pergunta um afobado Vandinho.

- É lá fora, ao lado da porta por onde entramos. O que há com você? Ainda não melhorou?

E Vandinho tem pelo menos o trabalho de vestir a sua calça e correr em direção ao banheiro. Ele atravessa a sala correndo, passa pela cozinha e chega na área de serviço por onde entraram. Em meio a escuridão, ele não consegue encontrar a porta do banheiro, quando avista um balde.

- Vai ser aqui mesmo!

Num ato de desespero, Vandinho desce a calça, senta no balde e deixa sair tudo que estava ali te incomodando. Já na primeira leva vem um pequeno alívio, mas demora pouco tempo pra ele perceber que ainda havia muita coisa por vir. O tempo vai passando ali, enquanto Vandinho vai ficando cada vez mais sonolento. Chega o ponto que ele não aguenta mais, se encosta-se à parede, ainda sentado no balde e pega no sono.

No quarto de Vlasóvia, ela também pega no sono. Só tem o trabalho de programar o despertador, pois precisa acordar cedo no dia seguinte.

***

Vlasóvia acorda com uma leve dor de cabeça e percebe que está atrasada: o despertador de seu celular não foi sufuciente para acordá-la. Ela se veste, penteia os cabelos, entra no banheiro de dentro de casa para escovar os dentes e nem se preocupa em tomar o café. Apenas imagina que Vandinho se levantou mais cedo do que ela e foi embora, e nem nota que as roupas de sua companhia ainda estavam jogadas pelo chão de seu quarto.

***

Na área de serviço, Vandinho desperta com dores terríveis. Sua cabeça e suas costas lhe provocam um sofrimento pesado.

- Meu Deus do céu! O que foi que aconteceu? Onde estou? E o que estou fazendo sentado em um balde? – pensa ele. Basta uma leve respirada pra Vandinho sentir um odor putrefante.

- Credo! – Vandinho se levante do balde e veste a calça – Onde foi que eu caguei? Não posso acreditar! E agora? Meu Deus! Que foi que eu fiz? Será que aquela gostosa me viu aqui ontem? Acho que o negócio fudeu! Quem mandou beber demais? E o meu pau ainda me deixou na mão! Que dia de cão!!!

Vandinho pega o balde, joga os seus degetos no vaso sanitário e passa passa uma “aguinha” pra tirar o que ficou agarrado.

Entrando de fininho pelo apartamento, se depara com uma colega de república de Vlasóvia.

- Aaaaaaaaahhh! Socorro! Quem é você?

- Ca-ca-ca-ca-calma! E-e-e-e-eu dormi aqui ontem! Com a garota desse quarto aqui – apontando pro quarto de Vlasóvia, já que não lembrava do seu nome. – Eu já estava de saída, eu só dei um pulinho no banheiro, só isso.

Vandinho entra rápido pra dentro do quarto, termina de se vestir, pega as chaves do carro e o celular, que estava desligado. Quando o liga, percebe que já são onze horas da manhã e que havia mais de dez chamadas não atendidas: de Pavão. – Agora fudeu! O Pavão deve tá louco pensando que eu fiz alguma merda com o carro dele!

Vandinho desce as escadas correndo e vai direto pra casa do amigo.

Lá chegando, encontra um Pavão furioso. Mas bastou contar toda a história, pra ambos caírem na risada.

***

Na casa de Vlasóvia, a sua colega de república se encaminha até a área de serviço. Está com algumas roupas na mão pra serem lavadas. Ao pegar o balde, sente um fedor indescritível. Instigada, entra no banheiro, olha o vaso sanitário e entende o que Vandinho havia acabado de fazer em sua casa.

Dr. Spock

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terça-feira, 4 de março de 2008

Contos de Carnaval - Parte 2

Nota: antes de começar a ler este post (se é que você tem saco de ler um post desse tamanho), recomenda-se ler a primeira parte, clicando aqui.

Adentrando o Eco Sport preto do pai de Pavão, Vandinho, sua ficante Tati e a agressora do dono da festa Paulinha, seguem rumo ao centro da cidade. Como é de praxe, Vandinho deixa primeiro Paulinha em casa para só depoisficar a sós com a sua garota e levá-la sabe-se lá pra onde. Vandinho segue então para o campus universitário, local onde muita gente leva a mulherada pra dar um amasso mais gostoso, já que o lugar é grande e cheio de entradas obscuras que dificulta a incursão dos vigilantes da instituição a procurar pelos casais mais insaciáveis. Já louco pra comer a Tati, Vandinho entra atrás do Departamento de Administração, local de difícil acesso e lá estaciona o “seu” Eco Sport, ao romântico som de U2. Conversa vai, conversa vem, mão naquilo, aquilo na mão e...

- Chega, Vandinho! Eu quero ir pra casa! Esse lugar não me agrada! Não tinha um lugar melhor pra você me levar não?

- Pô, gatinha, que isso... Pensei que você iria achar romântico, numa noite tão linda dessas! Olha só a lua como brilha! Está brilhando pra gente! A lua está nos prestigiando nessa noite...

- Deixa de papo furado, Vandinho! Me leva pra casa agora ou então eu saio desse carro e vou embora sozinha agora!

Muito contrariado, Vandinho liga o possante e parte pra casa da menina. Chegando lá, a menina desse e não dá sequer um beijinho de despedida, deixando Vandinho com uma pulga atrás da orelha.

– Também não tava a fim de te dar o prazer de me dar hoje – pensa ele.

Como sempre foi um cara muito boêmio, antes de voltar pra casa de Pavão, Vandinho resolve tomar a última cerveja da noite em uma loja de conveniência (considerado um point dos universitários) de um posto de combustível do centro da cidade, chamada Lion. O relógio já marca 1h35min. da madrugada e lá está Vandinho, desfilando todo o seu charme quando avista em uma mesa 2 garotas que estão a olhar pra ele. Discretamente, Vandinho vai até o freezer, pega uma cerveja, vai até o caixa efetuar o pagamento e se aproxima da mesa das duas meninas, mandando aquele olhar 43.

- Boa noite! Observei que as duas senhoritas estavam bastante entretidas e sorridentes. Imaginei : porque não ir até elas e pedir para compartilharem comigo desse momento tão gostoso e agradável?

As duas se entreolharam fazendo cara de “que cara louco” e a da esquerda falou:

- Por acaso é você quem namorava a professora Valéria do Departamento de Letras?

- Sim, sou eu mesmo! Mas como sabe disso?

- Bom, nós duas fazemos o curso de Letras e sua ex-namorada foi nossa professora. Todos da turma gostavam muito dela. Porque vocês terminaram? Porque ela foi estudar na Austrália e te deixou aqui?

- Sim, exatamente...

- Tadinho... – disse a outra garota.

- Que nada. Eu to tranqüilo, sempre pegando os rocks. No começo foi mais difícil, mas já me acostumei. E por falar em rock, vocês não estão a fim de ir até a minha república? Tá tendo um churrasquinho lá hoje pra comemorar o aniversário de um amigo. Vocês serão minhas convidadas. E aí, topam?

As duas garotas mais uma vez se entreolharam e responderam ao mesmo tempo: - Sim!

- Legal. Mas antes eu preciso saber os nomes de vocês, neh!

- Ok, Vandinho! Eu sou a Vlasóvia e a minha amiga se chama Mary.

- Vla o quê? – pensou Vandinho – Errr... muito prazer meninas. Suponho que saibam meu nome pela minha ex-namorada.

- Exatamente – responde Vlasóvia. E eu acho simplesmente um pecado ela ter largado você aqui tão tristinho... E o prazer é todo meu!

Com a expressão de felicidade visivelmente estampada no rosto, Vandinho diz: - Estamos esperando o quê? Vamo embora logo! Meu carro ta parado ali fora!

- Caralho, essa tal de Vladisvênia é gostosa demais e tá me dando o maior mole! Hoje tem, hehehe – pensa Vandinho.

Rapidamente o intrépido Vandinho retorna a casa de Pavão, e dessa vez na companhia das duas meninas.

Adentrando a casa, as meninas percebem que o churrasco já havia terminado e a única coisa que restava era a churrasqueira saindo fumaça por conta das últimas brasas que ainda se encontravam acesas.

- Cuidar de bêbado é foda mesmo! Por isso que eu não queria levar o viado do Léo pra casa. – Esbraveja Vandinho - O cara não agüenta nada e bebe demais! Eu ainda tive que colocar o cara debaixo do chuveiro, senão ele não acordava. Perdi a festa por conta disso.

- Não faz mal, Vandinho. Mostra a sua casa pra gente! Parece ser muito bonita! República masculina assim é difícil de encontrar.

Astuto, Vandinho tinha todas as respostas na ponta da língua: - É que a gente paga uma empregada pra cuidar da casa 3 vezes por semana. E a gente também prefere manter a casa limpa, neh! Senão eu não teria coragem de mostrar ela pra vocês.

Eles adentram a casa pela cozinha, vindos do quintal. Passam pra uma sala que possui um móvel do estilo “barzinho”, com algumas bebidas ainda fechadas.

- Meninas, como a cerveja terminou, eu posso oferecer a vocês um whisky. Aceitam?

Prontamente elas respondem: - Claro!

Vandinho então pega a garrafa fechada de whisky Black Label e abre. Serve um copo pra cada um e se sentam no sofá. Vandinho senta próximo a Vlasóvia, no memso sofá, deixando Mary sozinha no outro sofá. O papo corre solto, enquanto ambos se embebedam às custas do Black Label. Já um tanto alterados, Vandinho diz que precisa tomar um banho e convida Vlasóvia pra ir com ele. Sem pensar ela responde: - Acho que é uma ótima idéia!

Vandinho fica radiante. Mas ainda tem a Mary e ele precisa dar um jeito nela. Ele pede para que as duas aguardem dois minutos e sobe as escadas rumo ao quarto de Pavão. Chegando lá, encontra o amigo roncando alto.

- Pavão, Pavão! Acorda, cara! Tem duas gatas lá embaixo loucas pra dar pra gente! Acorda, anda logo! Eu vou mandar a Mary subir enquanto eu vou tomar um banho com a outra que não me lembro o nome...

- Hãaaaa... Que foi? – Resmunga Pavão – Que que tá acontecendo, Vandinho? Você ta ficando doido? Você fumou o quê? Me deixa dormir, vai...

- É sério Pavão, arranjei duas gostosas lá no Lion (posto de conveniência) e trouxe elas pra cá, são conhecidas minhas! Dá um jeito de acordar que vô mandar a Mary subir.

- Tá bom, manda ela subir que eu já to levantando!

E Pavão volta a dormir.

Vandinho volta ao encontro das meninas e as chama pra subir. O motivo da subida é justificado como uma “inspeção” da casa para verificar se estava tudo no lugar após a festa.

- Tem um colega de república que ta lá no quarto dele, é o Pavão. Tá meio que dormindo, mas se quiser pode tentar acordá-lo. O que você acha Mary?

- Tudo bem, eu adoro acordar bêbados...

Eles sobem as escadas. Vandinho mostra o quarto de Pavão a Mary e ordena que ela entre. Ele segue junto de Vlasóvia rumo ao quarto dos pais de Pavão, e exclama: - Esse é o meu quarto!

Continua...

Dr. Spock

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segunda-feira, 3 de março de 2008

Contos de Carnaval - Parte 1

As cidades interioranas que possuem universidades federais são um antro de baladas, festas, cervejadas, festinhas de repúblicas, bares e o que mais você quiser chamar de "rock", sempre regadas e muita cerveja, bebidas coloridas pra embebedar a mulherada e quem sabe mais o quê! "Rock" é a denominação utilizada aqui pra tudo isso que acaba de ser relacionado acima. E em uma cidade universitária do interior de Minas Gerais (não, não é a cidade de Ouro Preto) não é diferente. Pra se ter um rock não importa o dia nem a hora. Se você senta na mesa de um buteco, tem tudo pra virar um rock, pois sentado ali, tomando uma cerveja, gelada já é motivo pra você chamar a galera pra sua república e fazer um rock, mesmo se esse dia for uma odiada segunda-feira.

Acontece também que muitas vezes o rock em república não acontece em uma república. Difícil de entender, neh?! Explicando: esse conceito é válido quando um estudante nativo, que na esmagadora maioria das vezes mora com a família, tem os pais a quilômetros de distância, a irmã mais nova estuda em uma outra cidade e o irmão mais velho já se formou e também mora em outra ciade. Sendo assim, a sua casa passa a ser uma república. República porque ele vai organizar em sua limpa residência um rock, no velho estilo "mamãe viajou".

Rock organizado, vamos chamá-lo de "churrasquinho", que é a típica festa em que você reúne um bando de amigos, amigos dos seus amigos, algumas amigas (sim, as mulheres também tem vez nessa modalidade de rock, porém, em número reduzido) e algumas mulheres pra quem quiser pegar. Pegar no sentido de ficar, arrastar pra onde você achar mais conveniente. Essas geralmente são conhecidas de algum amigo e estão ali para ficar com quem as levou e as que sobrarem geralmente vão atrás do dono da república (algumas mulheres crêem veementemente que pegar o dono da república é sinônimo de status).

Plena quarta-feira, Pavão (estudante da faculdade) organiza na sua "república" um churrasquinho pra galera. Aproveitando a estadia dos pais em terras longínquas, convida alguns amigos pro rock e solicita que no mínimo um deles leve as mulheres (o conhecido "bolo pra festa"). Churrasquinho armado, carne na grelha, cerveja gelada no freezer, recolhimento da taxa de 10 reais por cabeça (esqueci de explicar: festas em repúblicas sempre tem os custos divididos por cabeça, mas geralmente as mulheres pagam menos, pois elas consomem uma quantidade de bebida menor do que a macharada e também são mais asseadas e não vomitam por toda a casa).

São 4 da tarde, churrasquinho rolando à toda, o fluxo de pessoas nas dependências da "república" é grande: cerca de 30 pessoas, sendo que são 23 homens e 7 mulheres, todas elas namoradas de algum dos 23 homens convidados. Pavão espera anciosamente pela chegada de Vandinho. Vandinho é o cara. Ele sempre é o sujeito que leva a mulherada pras festinhas em repúblicas. Sempre animado, conhece todos os pitelzinhos e vagabas da cidade.

E chega o momento tão esperado, Vandinho chega na festa acompanhado de 3 mulheres, sendo que uma delas já está em sua companhia e as outras duas serão atiradas aos 16 leões famintos por carne feminina. Um ponto é preciso relevar: geralmente, os machos frequentadores de churrasquinhos fazem questão que as mulheres que serão jogadas aos leões tenham uma aparência no mínimo média, nota 6 e meio, pra não ficar feio depois frente a galera e ter que ouvir a zuação e o deboche dos amigos porque pegou um canhão. E nem adianta soltar aquela velha máxima "Só peguei pra comer!".

Como não poderia deixar de ser, as 3 acompanhantes de Vandinho tem uma aparência agradável, nota 6 e meio como era de se esperar. Ou seja, qualquer um dos convidados não pensaria duas vezes para atacar! Conversa vai, conversa vem, o churrasquinho vai pegando fogo, todo mundo muito empolgado, bebendo, muitos já loucos, as rodinhas formadas (muitos clubes do bolinha) e as mulheres do Vandinho se divertindo a valer (esse tipo de mulher geralmente não paga nesse tipo de festa, uma vez que estão ali pra fazerem a alegria de alguns) com os machos caindo em cima de elogios, carinhos, loucos pra tirar uma casquinha e quem sabe pegar e arrastar sabe-se lá pra onde.

Já são altas horas da noite (lá pelas 11) e o churrasquinho já perdeu fôlego. Todos os casais já se foram, a maioria dos machos também, restando apenas 3 bravos guerreiros disputando as duas presas, entre eles o dono da festa, Pavão.

- Ei, Vandinho - Pavão chama o amigo - Essas duas aí não tão querendo nada com nada! O que eu faço? Já tô com sono e num tô afim de ficar paparicando essas vagabas não! Dá um jeito de mandar elas embora!

- Pô, Pavão! Duas gatinhas dessas e você ainda no zero a zero? Fala sério, neh! Mas podexá que eu dou um jeito. Aguenta mais um pouquinho aí só.

Um dos machos desiste e vai embora, deixando as gatinhas à mercê dos dois sobreviventes. Um deles (Manoel) aproveita a situação e lasca um beijo em uma delas (Fabi), que retribui calorosamente. A situação esquenta e ambos se despedem com a esfarrapada desculpa de que já está tarde. Pavão, se remoendo de raiva, tenta lascar um beijo na única mulher que sobrou (Paulinha), mas se ferra e leva um tapa na cara.

- Sua piranha, puta, vagabunda, vadia, ordinária! Vá dar um tapa na sua avó! Filha de uma sapa gorda! - grita Pavão, revoltado com o tapa recebido carinhosamente no meio dos fuças.

- Calma, Pavão! - intervem Vandinho, vendo as moças assustadas - Acho melhor você ir dormir! Eu já vou sair fora com as meninas! Relaxa!

- Beleza, cara! Vou dormir sim. É a melhor coisa que eu faço depois de uma derrota dessas.

E Pavão vai dormir.

- Meninas, só um minuto que nós já vamos
- diz Vandinho - Tenho apenas que encotrar as chaves do carro!

Vandinho encontra as chaves do Eco Sport dos pais de Pavão e sai com as meninas.

Continua...


Dr. Spock

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